que eu possa encontrar nos lábios de outrem
Só quero o prazer do toque, o prazer
de um encosto.
Não quero o coração cheio de sentimento,
onde eu lembre do lar, da sensação de ser amado.
Só quero minha mão cheia de um seio,
e o suor de dois se misturando.
Não quero a obrigação do amor, de carinho,
a obrigação onde nos lembram de como se deve amar.
Quero a liberdade de conversar, ir e voltar, sem me preocupar
e uma noite que eu não precise lembrar donde eu fui parar.
Por isso, garçom, me serve mais um whisky,
dos mais fortes, e põe um jazz pra tocar.
Tudo isso, sem lirismo, faz favor.
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