Alheio a tudo, mal conseguindo andar,
Com sede do que próximo há,
E, do desconhecido, nutre pavor.
O homem cresce, vira um bezerro.
Um pouco mais forte, mais corajoso.
Preparado para o porrete,
preparado, fisicamente, para o cacete.
Cresce mais uma vez, vira alazão.
A correr pelas planícies, a explorar os canais.
Sem nunca se saciar,
sem nunca fraquejar.
Em penúltimo, o homem muda.
Muda para bode, aquele que se acolhe.
Escolhe os próprios pastos, de lá mesmo tira alimento.
E lá mesmo, cria a cria.
E, em último, o homem vira um novamente um alazão.
Que, dessa vez, protege sua manada.
Que, dessa vez, protege sua amada.
Que, dessa vez, protege seu pasto.
Para, lá mesmo, apenas lhe restar o seu casco.
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