sábado, 23 de julho de 2011

Delírios errados de uma madrugada febria

Um relógio me dizia, com uma voz esquisita, que era meia noite.
Noutro, mudo tadinho, havia escrito "03:-04".
E em mais um, meio tímido, sempre era hora de dormir.

No meu quarto, havia uma galinha branca;
Uma menina pintando um quadro;
Um velho com uma tábua de cocada.
Um menino, cá pomba virada.

O teto parecia um céu inventado e alaranjado.
Um alaranjado que na vida,
era um pobre desgraçado que mal passava, que mal chegava.

Um cuco descabido, a tábua de passar mal passada.
Um chá na metade, um amor desgraçado.
Um amor de mentira, carregando um presunto alado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário