quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sabe quando dá aquela vontade de qualquer coisa? Pronto. Estou com essa vontade.
Vontade de sair na rua, pedir pela chuva, e ver minha chuva invisível aos olhos de outrem, insensível às peles de outrem, inaudível aos ouvidos de outrem. Tocar, cantar, enfim, fazer. Mas na verdade, sincera, vontade de escrever tenho. Escrever sobre algo que talvez possa ter sido escrito de vários jeitos, mas do meu próprio jeito. Não importa se a manhã ilumina tudo, ou se a noite está lá para acolher ou seus pobres filhos sem lugar, a serem amparados por lábios desconhecidos e copos implorando para ficarem vazios, ou seus filhos já formados, que nela se aventuram com a experiência de um velho navegador. Aquele filho da vida caminha, ou chora. Se caminhar, caminha com força, como se cada passo fosse o seu passo de adeus. E se chora, chora pra matar, pra se satisfazer. Se não fosse pra isso, inútil pra ele seria. Inútil.

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