E assim, bateu a porta, na cara do vácuo que tentava deixar pra trás. Mas à frente desse vácuo, havia o fardo. O fardo que nunca havia carregado. O fardo que já havia deixado lá trás a muito, e que, por mágica, prendeu-se a ele assim como a sua alma, e não jeito maneira. Não há whiskys, cigarros, valadas, risadas. Só o fardo, carregado, pesado, estabanado a desatinar. Mas não, não dava mais. Não havia porque carregar. Nunca havia feito-o...
Então pôs-se a caminhar. Noite fria, de neve, ruas vazias, pessoas no calor de suas casas, confortadas por abraços outrônimos, por risadas autonômas. De sozinho, só havia ele, só havia ele. Desatinada, sua alma, a fatigar de praça em praça...