sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Nessas horas que penso se serei capaz de ver-te. Belamente acompanhada, com um sorriso nos olhos, e um companheiro ao lado. Enquanto eu, observo de longe, procurando onde estarás fazendo tua reunião tão íntima a qual me chamastes. Teu poucos amigos queridos, tuas poucas amigas de vida, e ele. E eu. eu que contigo sempre me abri. tu que comigo sempre te mostrastes. Nós que, um ao outro, sempre nos conversamos, acompanhados pela noite febril, inebriante, acalmante, deusa protetora dos amantes. Pois vós nem sei se antes ou depois viestes. Veio-me alguém para paralisar meu peito, então alguém que o fez voltar a bater, mas que logo embora iria. Apenas desfilibrou-me. E então tu. Tu, que nem saber quando amei, ou parei de amar. Tu, que de ti a lua lembrou, por uma semana atroz...
Poda-te
Olhe querida, se nessa vida tantos alguéns te mudaram tanto, isso não transfere a eles a responsabilidade de podar-te. Essa tal, cabe apenas a tu mesa. Podar as pontas soltas, os espinhos sangrentos, as tristezas malditas, porém necessárias. Porém, nada custa arranjar uma tesoura alheia.
domingo, 25 de setembro de 2011
A ressaca...
da ressaca, da ressaca, da gripe, da ressaca, da ressaca, da tristeza da música triste, ressacada, ensacada, ensacado pelo policial, com ressaca, uma costela fraturada, dum relacionamento acabado, de uma perua qualquer chata, sem ressaca, pondo uma gaia com um playboy, de ressaca, sem ressaca.
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
E toda maldita vez em que as pessoas olham para mim e perguntam-me "E ai, tás bem?" Dá vontade de olhar bem fundo no olho delas, e dizer: "olhe bem fundo nos meus olhos meio vesgos, ou como quiser chamar, e diga-me: Eu pareço estar bem?". E se algum filho da puta dizer-me Que eu tenho dois braços, duas pernas, uma cabeça e que ainda estou inteiro, meter-lhe uma pedrada na cara.
Pois é querida. Não vai adiantar o que quer que você fizer. Você pode aparecer trajando apenas solução, eu irei dar no pé. Podes aparecer sendo só compreensão, e nenhuma, ou pouquíssimas, das minhas portas se abrirão. Podes ser simplesmente você, eu posso ser simplesmente eu, e nada irá ocorrer. Não depois dessa certeza que eu gostei de você. Não depois dessa certeza da vontade de abraçar-te todo tempo, e sentir-me seguro. Ah não. Se isso ocorreu, então nada mais há a fazer. Foi o fim de tudo, de tudo foi fim. E o começo do whisky, que beberei sem ti.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Minha cara, minha querida, perdoe-me.
Ou melhor, não me perdoe. Não há perdão para isso. Só se necessário. Mas não guarde rancor. Não fiques insegura. Não te aches inferior. Não te negatives.
Um beijo eu gostaria de ter-lhe dado. Em meus braços, naquele lugar, àquela hora. Mas não pude.
Não pude, não por sua causa. Não pude, não por não querer. Não pude, não por não vergonha ou falta de uma valsa.
Não pude, pois sou triste. E a tristeza pesa em meus lábios. E a tristeza amarga meus ombros, cega os olhos, inunda a mente.
Sou triste, minha cara. E triste sou eu, que da felicidade correu.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Você marca para encontrar-se com uma garota no bar, aquele de sempre, e chega 10 minutos, 10 não importantes minutos, mais cedo. Pois bem, antes ela não esperar do que eu. Pede uma cerveja, um copo, o sal e a pimenta. Liga o mp-qualquercoisa, e num só gole esvazia o primeiro copo, para a partir daí perder-se em pensamentos. Lembra da sua primeira vinda a esse bar. Dos amigos bêbados cantando, sendo carregados, ou lhe carregando. E das outras garotas, de outros encontros, distantes encontros, tenham eles ocorridos do outro lado da cidade ou doutro lado da rua; O tempo encarrega-se da distância.
Quando percebes, quatro garrafas já passaram. A garota não chegara, nem sinal de vida dera. Você liga e não é atendido. Liga de novo, em pouco tempo, e dá desligado. Hm, pois bem. Manda uma mensagem dizendo que se foi. Pede outro copo. Bebe outro gole, e tal qual uma perce, pensa:
"E então noite? Há quem minha cerveja darás?"
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