sexta-feira, 20 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Às vezes, acho que a melhor solução para mim seria trabalhar de pedreiro. Pegar pesado, suar, sentir as juntas doerem de verdade como nunca doeram, o bíceps, tríceps, forcéps, e todos mais músculos do corpo doendo por serem rasgados de tanto esforço, e mal conseguir deitar na cama depois de um dia de trabalho. Trabalho braçal, feroz, selvagem, com o sol ardendo a cabeça, os miolos, e a desidratação a mil, ao lado.
Disseram-me para crescer e virar um adulto. Disseram-me para ouvir a tv, os outros, não pensar, relaxar e gozar. Beber sem ver o dia raiar, andar sem ver os rios correrem, as nuvens passarem, as árvores balançarem. Sem notar as lindas andando. Ou esperando. Ou lindando. Sem conversar com o velho violeiro sentado, cantando um sentimento antigo válido até hoje, tentando viver num tempo que não é seu, que é atroz e desgarrado, cruel. Disseram-me que ter dinheiro é certo e ser diferente é errado. Que sentir demais é errado. Recusaram-se a me escutar, e só falaram. Taparam minha boca com suas palavras sujas, com suas ofensas as vezes imundas, mais vezes inocentes. Que eu desenhava mal. Que eu não sabia jogar bola. Que fariam algo, que nunca fizeram. O que fizeram? Forçaram ao máximo uma inocência tola? Por que fui tão tolo? Pra que deixei aquelas palavras me atingirem? Como aprender com as palavras, sem ferir-se por elas, sem morrer de vergonha por algo? Por que tanto me envergonhar? Por que sempre achar que ninguém vai me escutar, me ajudar, e fingir sempre estar resolvendo tudo? Eu não quero me fingir de forte. Nem sei mais se quero ser forte. Nem sei se quero um abraço, um colo, ou o pulso cortado. A sanidade, a insanidade, a corda no teto, a cadeira derrubada.
Não sei pra que viver. Não sei pra que estudar. Não sei pra que arrumar um emprego. Estou morto desde cedo. E sei disso. Sei.
Não sei pra que viver. Não sei pra que estudar. Não sei pra que arrumar um emprego. Estou morto desde cedo. E sei disso. Sei.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Aqui vai uma lista de coisas que não podem ser feitas, semelhantes ao ato de "parar uma música no meio quando alguém esta imerso total ou parcialmente nela":
- Interromper o conto de uma fofoca, principalmente em sua parte mais crucial.
- Pegar o copo de volta, apenas porque esta menos da metade cheio.
- Parar uma leitura no meio, seja interessante ou chata ou sacra.
- Roubar o filé com fritas do amigo, quando o mesmo já esta com o dito cujo a mais da metade do caminho da boca.
- Matar uma ideia não no seu começo, mas naquela parada lendária, localizada na metade de sua concepção, para checar se o que vem antes relacionasse ao que vem depois.
- Abortar uma missão na metade porque um mano manezou.
- E a interrupção daquilo, que segundo os tolos defensores dos bons costumes, sua passagem é adequada apenas aos maiores de 18 anos.
- Interromper o conto de uma fofoca, principalmente em sua parte mais crucial.
- Pegar o copo de volta, apenas porque esta menos da metade cheio.
- Parar uma leitura no meio, seja interessante ou chata ou sacra.
- Roubar o filé com fritas do amigo, quando o mesmo já esta com o dito cujo a mais da metade do caminho da boca.
- Matar uma ideia não no seu começo, mas naquela parada lendária, localizada na metade de sua concepção, para checar se o que vem antes relacionasse ao que vem depois.
- Abortar uma missão na metade porque um mano manezou.
- E a interrupção daquilo, que segundo os tolos defensores dos bons costumes, sua passagem é adequada apenas aos maiores de 18 anos.
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