domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
"Tolice", o bêbado que nem era tão velho assim, mas que mesmo já possuía olhos bem profundos e cinzas, disse alto no bar, enquanto o casal brigava por algum motivo qualquer desse, um homem de terno, típico businessman que trabalha 10 horas por dia num cubículo bebia pela mulher que trocou-o pelo melhor amigo, ou qualquer outra razão para todos aqueles bêbados solitários e com cara de desamparados estarem numa noite de sábado enchendo a cara. Destruiu a garrafa de cachaça que estava secando ao jogá-la contra a parede, e disse "esse é meu brinde a todos nós", antes de adormecer com a cara toda babada no balcão.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Bateu-me a vontade de escrever. De deixar a alma gritar pelos dedos, pelas letras tortas escritas, pelo suor pingado excessivamente pela mão corriqueira, desastrada, desesperada. Vontade de dizer um algo, apenas um, pra mudar tudo, para libertar. Um verso só, de coragem, de mudança.
Mas era a noite só. A noite de sempre, no mesmo quarto, vazio e mal-guardado.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Carta ao marmanjo.
Meu caro, antes de tudo, saiba disso: Não irei para de olhar sua mulher. Aliás, qualquer mulher. Não irei negar-me a ver o belo, o absurdo, o astuto, apenas por sua teima. Esse par de olhos hão sempre de fazer isso: Serem atraídos por uma beleza, assim como os ouvidos são atraídos por um som, assim, como meus lábios atraem-se por outro lábios. Ah, e não adianta comigo brigar. Não adianta tentar envolver seus punhos em fúria e ciúmes, espancar-me, e achar que tudo está resolvido. Não, não. Pois disso resultará ou um, ou outro: Ou tu não és digno dela, ou ela não será interessante a mim, assim que a conhecer.
Grato.
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