segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Acabei por me perder em ti. Não, em me perder mesmo, não em me achar, como tantos diziam. Me perder em cada mistério não revelado, em cada costume não percebido de teu corpo. Teu corpo, teu corpo. Teu corpo é como a metade conhecida duma ilha para mim, já trilhada, conhecida na ponta dos dedos. Noutra metade, me aventuro. Tal qual um infante: A infância mingua, o encanto mingua junto.
Vá, podes ir. Apenas me deixe o whisky. Privar-me também do malte seria malvadeza demais. Pegue seus malas de merda, e saia. Não pra trás, e se acaso pensares em voltar, o faça depois de amanhã .Hoje quero ser esquecido, transformar o eu que há nos outros num grande vazio qualquer. Não irei me embriagar, não sejas chiliquenta. Irei me esquecer.
Nota de um jovem vagabundo - 1
Cheguei em casa. A noite foi longa, com todos os meus companheiros de bebida no estado que deveriam estar, pra uma situação daquela. Alguns violões, muitas cervejas, algumas senhoritas. O cheiro de álcool impregnava o ar à minha volta; Óbvio que vinha de mim. O sono estava à mostra no inferior dos meus olhos, porém decidi não dormir. O dia é um bebê, e a vida não passa de uma criança de 11 anos. Deveria aproveitar. Mudo de idéia, mas não por ressaca; Apenas por nada.
sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
É incrível o poder da madrugada, de acomodar almas desamparadas em seus braços.
É impressionante a capacidade do silêncio, de lágrimas arrancar sem pressão nenhuma precisar.
É estonteante, apaixonante, o gozo da solidão plena, da solidão calma, da solidão da estrada.
É madrugada, silêncio e solidão, o preço de algumas almas para serem salvas.
Porque o frio e o escuro aguça nosso sentir a nós mesmo.
O silêncio nos deixa ouvir o lamento, a lamúria, e a força lá de dentro.
E a solidão faz força, para que seja feita força.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Ao viver, já percorri dos campos elíseos
ao nono círculo do tormento eterno.
Bem sei que tudo não passa de maré,
de altos e baixos, mal trocados.
Eu, que nessa vida já observei e já agi.
Que, no observar, aprendi.
E no agir, por vezes, tentei corrigir,
e logo após, pela redenção optei.
Redenção vem após os sete palmos.
Redenção em sua total naturalidade
vem após o crucio em enxofre,
em fogo escaldante, ardentes na mente.
Agora, cá estou, no fundo de um poço crescente
Perturbado em agonia e desgosto,
Salgando o pão insosso, amassado, pensando:
Até qual profundidade pode minha humanidade alcançar-me?
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Gravando...
"Velhice de boêmio é sofrer de amor. Sofrimento passou, juventude voltou."
"Prefiro as coisas simples. As complexas têm uma grande tendência de largar desamparados pelas calçadas"
Apenas por motivos de armazenamento.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Puta que pariu
Puta que pariu, eu conheço gente pra caralho. Não apenas conheço. Convivo com gente pra caralho. Gente parecida com outra gente, gente diferente de outra gente, gente diferente PRA CARALHO de outra gente. E isso bagunça minha cabeça. Bagunça pra caralho. É tanta diferença, que pra cada gente eu sou meio diferente, uma parte pra cada um, por não ser tudo ao mesmo tempo. Pra alguns me mostro como dia, para outros, me visto que nem noite. Engraçado demais isso quando, no final das contas, eu queria ser só penumbra, só crepúsculo: Aquele tal que aparece dizendo "vai mudar", que pra uns passa despercebido, e pra outros, é muito admirado. É mais ou menos igual a sensação de conhecer alguém novo; muda algo em você, querendo ou não, passando despercebido, ou sendo admirado.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Quem me dera...
Viver sempre embriagado. Sempre sem-vergonha, destemido do que a a se temer, indolor mao que sempre vai me doer.
Ai, quem me dera...
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