Mas para mim, é impossível avançar se a alma e o corpo não estiverem sãos....
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"E pra onde foi tanto sentimento?", Ouviu César. 24 anos, ex-escritor, ou talvez ex-"sentidor", Estava numa dessas mesas de bar, tranqüilo, tomando seu whisky sem gelo, depois de um dia sem nenhuma ocasião excepcional. Se virou, e viu que havia sido uma criança que falara, passeando de mãos dadas com sua provável primeira namoradinha. Coisa linda. Então, pediu a conta, e se perguntou: E pra onde foi tanto sentimento? Pergunta clichê. Coisa clichê da vida. Sentiu que, exatamente no momento que comentasse isso com alguém, seria debochado. Pessoas legais não ligam para sentimentos ou dúvidas, claro! Ninguém quer ver alguém apenas parado num canto, com suas reflexões. Querem apenas sorrir, e que você seja besta para pagar a conta depois. Na hora da festa, é tudo junto, fato. Era ex-escritor, ex-sentidor. Se negava a sentir demais. Se negava a gozar demais, pra não perder demais. Não se prender demais. Na rua, chutou uma latinha de cerveja maltrapilha que achara, esbarrou numa velha amiga, e voltou a transformar cigarros em bitucas, depois de 2 anos sem fumar. Ficou caminhando, até a noite se aprofundar.
Continuando a perguntar-se: E o sentimento, pra onde foi?
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