sábado, 31 de dezembro de 2011

Não consigo escrever. Não consigo pensar em uma mera linha, que refletirá o mínimo do meu tempo, do meu dia, do meu sentimento.
Não consigo canalizar nem que seja o menor acontecimento, pois o que acontece é: Cozinha, gelo, cozinha, esperar o gelo congelar.
Não consigo ter ideias para conversas. Ideias para vida esqueceram de passar pela minha janela, eternamente aberta, e pela minha alma, essa nem tanto...
Não consigo escrever.
Entorpeço-me nas criações de outros, e os poucos pensamentos que tenho não vem da vida, mas de um filme revisto, outro visto, e textos lidos.
Não consigo me manter, não consigo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Amigo, ontem foi uma noite boa.
brinquei com meus amigos,
todos rimos e dançamos até o sol raiar.
Alguns foram-se mais cedo,
outros ficaram para poderem voltar sem aperreio.

Alguns jogaram bola, outros falaram da vida
sem sequer uma nota no bolso.
Uns resolveram que não iriam beber
Outros não conseguem sequer lembrar
o nome do whisky bom que bebiam.

O que é uma pena, pois em casa
vou continuar com meu whisky barato do mercado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

About to whirl

Restless in the middle of the night
Can't you stick on a fight?
Mindless, in the middles of the class
Can't you see the mirrored glass?

Blindness covering your soul
Will you choke, instead of doing your role?
Colorfull is the day after the blissful night
Why can't it stay, and change your life?

Godless is the dirty sidewalk
Is it for you your step rock?
Priceless is the friends talk
Is your mouth ready to do a storm?

Pityless is the stranger's will
Would you like to catch a pill?
Boardless is the human's soul
Would you like to venture into the dark hole?

Man, she's gonna blow your mind.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Preguiça...

Preguiça...
Vontade de sentar, e deixar o corpo relaxar
Relaxar do dia, descansar a labuta, a tensão variada
Sentar na cadeira, na calçada sombreada, abaixo duma árvore abençoada.
Deitar numa cama, numa grama, num banco de cimento -
até um banco de cimento, na preguiça, parece um campo de veludo -a
Tomar o suco gelado, provar o âmago puro, deixar escorrer o escorrido pelo rosto
e nem se preocupar. Pra que se catar?
Preguiça é uma festa de Dionísio. Preguiça é a companhia de Hypnos.
Preguiça, até as forjas de Hefesto se benzem dela por vez em quando.
Preguiça. Por preguiça, a cadeira dura após o dia de trabalho
parece mais os braços da morena. Ou da branca. Ou da asiátigca...
Provavelmente, da malandra cheia de vida.
Cheia de vigor, ardor, e cheiror....
E que, mesmo assim, é cheia de preguiça.
E com essa preguiça, é amada. Cheirada. Adorada.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Why not try it all, if you'll only remember it once...

Simples: Eu não vou lembrar apenas uma vez. Próximooo...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

E o que fazer quando não se quer dormir? Quando o desejo de manter-se desperto é maior que tudo? Não, não é bem desejo. é um medo, uma agonia, um estranhar. Um medo dos sonhos, uma agonia do travesseiro, um estranhar do meu futuro acordar. Pior que nem sei se irei acordar. Nem sei se realmente acordado estou. Só sei que sinto, e sigo, enfim, sentindo sentido.

domingo, 20 de novembro de 2011

Só um papo no facebook.

Aiai...
Kings of convenience + histórias boas = aiai...

"
uashuahsuhuahsahsa
o que foi, tá lembrando de quê? "

- Po, nada. Acho.
É só a sensação, sabe?
Aquela coisa que cria um "aiai" no seu estômago, e ele vai subindo, selvagem, querendo porque querendo sair...
E quando sai, sai cansado, de boa, bem leve, domado.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aviso

A todos que se aventuram a ler por aqui, um aviso. Alguns, na verdade. Aqui não há um herói que vai se superar no final. Aqui não há um poeta ardendo em paixão, proseando à amada. Aqui não há um gênio, e muito menos um vagabundo que superou todas expectativas. Não há uma esperança, uma regeneração, nem um sinal de mudança. Aqui é cru. Aqui é de instante. Aqui, há quase uma estante velha e empoeirada, cheia de tralhas. Brinquedos antigos, quebrados, coração rachado e remendado com durez velha e acabada. Muito rachado. Dilacerado. Estripado. Coração, cansado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Hoje, agora, esta noite, minha vontade é de descer as escadas, ir até a esquina e gritar que quero três anos da minha vida de volta.

domingo, 6 de novembro de 2011

Mas enfim. O que é dignidade afinal?
O que é ser aprovado pelos outros, se você não está satisfeito consigo mesmo?
O quê?
http://www.youtube.com/watch?v=Do_HpqILPLo

Eu queria poder não apenas cogitar, conjecturar e pensar que o "and i'm tired now" nessa música significa o cansaço da pessoa em relação ao fato de tudo ser um círculo levando a lugar nenhum, o cansaço dela ter perdido seu rosto, sua dignidade, seu visual, seu exterior, o cansaço de estar na situação em que ela estar, e poder acreditar nisso. Acreditar tão forte, mais tão forte, que eu pudesse agarrar-me nisso como alguém agarra-se a mão de um amado, de um ente querido, ou agarra-se a um fato consumado...

Mas eu não consigo. Eu simplesmente, não importa o quanto eu tente. Eu não consigo.

domingo, 16 de outubro de 2011

Vai ver o problema dele não era que a vida o sempre dava rasteiras, pontapés, e virava-lhe a cara quando o derrubava ao chão. Talvez fosse mesmo que ele simplesmente não gostasse de manter-se em pé.

sábado, 15 de outubro de 2011

E se, para ele, o estado de felicidade fosse como beber do veneno mais puramente azedo e ácido já visto? E se, novamente para aquele pobre coitado, amar fosse como andar de pés descalços sobre brasa, tendo sua pele molhada por uma chuva ácida de sangue escarlate, podre, e fétido? E se... E se?
"Tolice", o bêbado que nem era tão velho assim, mas que mesmo já possuía olhos bem profundos e cinzas, disse alto no bar, enquanto o casal brigava por algum motivo qualquer desse, um homem de terno, típico businessman que trabalha 10 horas por dia num cubículo bebia pela mulher que trocou-o pelo melhor amigo, ou qualquer outra razão para todos aqueles bêbados solitários e com cara de desamparados estarem numa noite de sábado enchendo a cara. Destruiu a garrafa de cachaça que estava secando ao jogá-la contra a parede, e disse "esse é meu brinde a todos nós", antes de adormecer com a cara toda babada no balcão.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Bateu-me a vontade de escrever. De deixar a alma gritar pelos dedos, pelas letras tortas escritas, pelo suor pingado excessivamente pela mão corriqueira, desastrada, desesperada. Vontade de dizer um algo, apenas um, pra mudar tudo, para libertar. Um verso só, de coragem, de mudança.

Mas era a noite só. A noite de sempre, no mesmo quarto, vazio e mal-guardado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Estranho mesmo é sentir-se estranho por uma felicidade e uma satisfação conseguidas por puro sangue e suor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Carta ao marmanjo.

Meu caro, antes de tudo, saiba disso: Não irei para de olhar sua mulher. Aliás, qualquer mulher. Não irei negar-me a ver o belo, o absurdo, o astuto, apenas por sua teima. Esse par de olhos hão sempre de fazer isso: Serem atraídos por uma beleza, assim como os ouvidos são atraídos por um som, assim, como meus lábios atraem-se por outro lábios. Ah, e não adianta comigo brigar. Não adianta tentar envolver seus punhos em fúria e ciúmes, espancar-me, e achar que tudo está resolvido. Não, não. Pois disso resultará ou um, ou outro: Ou tu não és digno dela, ou ela não será interessante a mim, assim que a conhecer.

Grato.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nessas horas que penso se serei capaz de ver-te. Belamente acompanhada, com um sorriso nos olhos, e um companheiro ao lado. Enquanto eu, observo de longe, procurando onde estarás fazendo tua reunião tão íntima a qual me chamastes. Teu poucos amigos queridos, tuas poucas amigas de vida, e ele. E eu. eu que contigo sempre me abri. tu que comigo sempre te mostrastes. Nós que, um ao outro, sempre nos conversamos, acompanhados pela noite febril, inebriante, acalmante, deusa protetora dos amantes. Pois vós nem sei se antes ou depois viestes. Veio-me alguém para paralisar meu peito, então alguém que o fez voltar a bater, mas que logo embora iria. Apenas desfilibrou-me. E então tu. Tu, que nem saber quando amei, ou parei de amar. Tu, que de ti a lua lembrou, por uma semana atroz...

Poda-te

Olhe querida, se nessa vida tantos alguéns te mudaram tanto, isso não transfere a eles a responsabilidade de podar-te. Essa tal, cabe apenas a tu mesa. Podar as pontas soltas, os espinhos sangrentos, as tristezas malditas, porém necessárias. Porém, nada custa arranjar uma tesoura alheia.

domingo, 25 de setembro de 2011

A ressaca...

da ressaca, da ressaca, da gripe, da ressaca, da ressaca, da tristeza da música triste, ressacada, ensacada, ensacado pelo policial, com ressaca, uma costela fraturada, dum relacionamento acabado, de uma perua qualquer chata, sem ressaca, pondo uma gaia com um playboy, de ressaca, sem ressaca.

sábado, 17 de setembro de 2011

E foi isso. Fez-se o estrago, chutou-se a porta, e a mardita, quebrada, não range mais. Não mais barulhos desconhecidos emite e mantêm-se inerte, inútil e inofensiva no chão. E por enquanto, o que antes estava escondido não me faz nenhum mal, não.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E toda maldita vez em que as pessoas olham para mim e perguntam-me "E ai, tás bem?" Dá vontade de olhar bem fundo no olho delas, e dizer: "olhe bem fundo nos meus olhos meio vesgos, ou como quiser chamar, e diga-me: Eu pareço estar bem?". E se algum filho da puta dizer-me Que eu tenho dois braços, duas pernas, uma cabeça e que ainda estou inteiro, meter-lhe uma pedrada na cara.
A quantidade de amigos que você tem é simplesmente definida pela quantidade de pessoas às quais você pode falar tudo sem ter um pingo de pudor.
Pois é querida. Não vai adiantar o que quer que você fizer. Você pode aparecer trajando apenas solução, eu irei dar no pé. Podes aparecer sendo só compreensão, e nenhuma, ou pouquíssimas, das minhas portas se abrirão. Podes ser simplesmente você, eu posso ser simplesmente eu, e nada irá ocorrer. Não depois dessa certeza que eu gostei de você. Não depois dessa certeza da vontade de abraçar-te todo tempo, e sentir-me seguro. Ah não. Se isso ocorreu, então nada mais há a fazer. Foi o fim de tudo, de tudo foi fim. E o começo do whisky, que beberei sem ti.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Minha cara, minha querida, perdoe-me.
Ou melhor, não me perdoe. Não há perdão para isso. Só se necessário. Mas não guarde rancor. Não fiques insegura. Não te aches inferior. Não te negatives.
Um beijo eu gostaria de ter-lhe dado. Em meus braços, naquele lugar, àquela hora. Mas não pude.
Não pude, não por sua causa. Não pude, não por não querer. Não pude, não por não vergonha ou falta de uma valsa.
Não pude, pois sou triste. E a tristeza pesa em meus lábios. E a tristeza amarga meus ombros, cega os olhos, inunda a mente.
Sou triste, minha cara. E triste sou eu, que da felicidade correu.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Você marca para encontrar-se com uma garota no bar, aquele de sempre, e chega 10 minutos, 10 não importantes minutos, mais cedo. Pois bem, antes ela não esperar do que eu. Pede uma cerveja, um copo, o sal e a pimenta. Liga o mp-qualquercoisa, e num só gole esvazia o primeiro copo, para a partir daí perder-se em pensamentos. Lembra da sua primeira vinda a esse bar. Dos amigos bêbados cantando, sendo carregados, ou lhe carregando. E das outras garotas, de outros encontros, distantes encontros, tenham eles ocorridos do outro lado da cidade ou doutro lado da rua; O tempo encarrega-se da distância.

Quando percebes, quatro garrafas já passaram. A garota não chegara, nem sinal de vida dera. Você liga e não é atendido. Liga de novo, em pouco tempo, e dá desligado. Hm, pois bem. Manda uma mensagem dizendo que se foi. Pede outro copo. Bebe outro gole, e tal qual uma perce, pensa:
"E então noite? Há quem minha cerveja darás?"

domingo, 11 de setembro de 2011

A única prova cabível e indiscutível que eu tenho para ter certeza de que ainda sou uma boa pessoa, é que basta eu chegar em casa para minha cachorra passar o tempo inteiro grudada comigo no meu quarto.

Oh well. Nem saber o que é ser uma boa pessoa eu sei.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Se é pra escrever, prefiro uma caneta sem preconceitos.
Sem preceitos, sem prescrição, sem regra, sem coordenação.
Escrevo uma merda, uma besteira, uma bobeira,
e derramando a cachaça, que o copo ocupava,
enquanto no coitado esbarrava.

Me faço um samba, uma poesia, um conto.
Falo de mulher, de coração vazio, cheio, fechado ou aberto,
de pretos, de nêgos lombreiros, de mágos viajados.
E volte às mulheres. Aos cabelos, às belezas, aos encantadores sorrisos,
e aos interesses, sejam de bem, sejam vulgos demais.

Mancho a mão de tinta, estouro a caneta, fiel companheira
velha de guerra, preenchida de tanto coração.
Me largo na rua, de uma hora até a mesma de amanhã.
Me embriago na vida, na cerveja, num poste me esbarro.
Me entrego em cheio, na conversa da sarjeta,
ou num beijo, feito de jeito.
E me termino, numa corda de violão.

Samba do 8 ou 80

Amigo meu, preste atenção no que eu vou falar.
Tenho que pedir, porque se conselho fosse bom, lhe ia cobrar.
Porque viver de 8 ou 80 pra sempre não dá.
Porque não importa qual seja o 80, paixão lhe faltará.

Pra sair, não adianta tentar sair com média.
Ponderada, aritmética, ou geométrica.
Nem adianta uma equação formar, meu amigo.
Pra sair, meu amigo, você vai ter que subtrair.

Chegue no 79. É quando você irá começar a enxergar.
Caia prum 78 de cara. Amigo, ai você errar.
77. Dois sagrados. Uma benção de iemanjá você vai ganhar.
76, e em seu quarto viverá, porque é a hora de pensar.
75, 74, 73, 72, 71, 70. E até o 65 é melhor pensar mais. Uma precaução a tomar.
64 ao 60, nada vai mudar. No 60, porém, uma morena irá se chegar.

59, meu caro, segure bem o barco, pois os amigos vão chiar.
58, 57, 56, lasqueira, agora até o 50 é uma ladeira.
50. A morena te segurou no braço, te marcou com o coração.
49. Primeira vez que sua família vai notar.
48. Aos amigos irás voltar, ao samba vais se jogar...
Sem esquecer, é claro, a bóia para ao 47 falar
"vem, te chega, que a festa acaba e meu amanhã é pra ti!"
46. Já tá perto de lá. Com sorte, contigo a morena ainda está.
Se a morena saiu, teu coração trates de não fechar. Só assim o 45 chegará.
44. É ai, meu caro, que os dias de paixão e trabalho irão transbordar do teu prato.


Por favor, cansei-me dessas expressões públicas de coração partido. Coração que diz que vai fugir, mas não foge. Coração que diz "não vou ficar", mas fica (pior) sempre a penar. Coração que diz "fui ali", quando sempre esteve escondido na esquina a olhar. Coração que se diz fechado, coração que se diz machucado. Tem melhor expressão de não coração, do que não se expressar? Grato.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Se coragem é tão importante, por que é tão difícil por um pé a frente? Por que é tão complicado uma palavra a fora? Por que é tão penoso um bem estar?

Realmente, a vida é estranha.

sábado, 23 de julho de 2011

Delírios errados de uma madrugada febria

Um relógio me dizia, com uma voz esquisita, que era meia noite.
Noutro, mudo tadinho, havia escrito "03:-04".
E em mais um, meio tímido, sempre era hora de dormir.

No meu quarto, havia uma galinha branca;
Uma menina pintando um quadro;
Um velho com uma tábua de cocada.
Um menino, cá pomba virada.

O teto parecia um céu inventado e alaranjado.
Um alaranjado que na vida,
era um pobre desgraçado que mal passava, que mal chegava.

Um cuco descabido, a tábua de passar mal passada.
Um chá na metade, um amor desgraçado.
Um amor de mentira, carregando um presunto alado.

Lista do adeus.

Num dia desses, não-importante dia,
Tive um sonho
Nele, havia uma lista
Chamada "lista do adeus"

Constava, nessa pequena,
Todas as coisas as quais, em sonho,
me despedi.

Despedi-me do meu lápis;
Despedi-me da vergonha;
Despedi-me das ocupações;
Privei-me das sensações.

Nele, família nunca mais eu vi;
O último brinde, do amigável adeus,
com os amigos compartilhei.
Dos amores não amados, amei.
E dos que passaram, sorri.

Era uma lista.
A lista chamava-se "lista do adeus".
E a esse nome, fez jus.
Logo após, o derradeiro encontrei?

A calma tão aguardada,
A desgraça sagrada inevitável,
O adeus, sem abraços.

domingo, 17 de julho de 2011

Fim do mês

Fim do mês? É, ele está bem perto já. No meu caso, ela, porque nessa ocasião em que vos escrevo, eu vejo essa bendita entidade como uma garotinha feliz de óculos e cabelos trançados, nos seus 10 anos de idade, sentada ao lado da minha cama lendo um livro de páginas brancas, perguntando-me constantemente se estou me sentindo bem. E foi apenas agora que eu a respondi, pois em todas as outras não quis preocupar uma garotinha de 10 anos, óculos e cabelos trançados, lendo um livro de folhas em branco com a minha falta de bem estar que eu aleguei a todos não ter motivo algum.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E ouvindo aquilo o mundo fechava-se. E ouvindo aquilo, o mundo cercava-se.
Enfim, ouvindo aquilo, o mundo era dele. O mundo era deles.

terça-feira, 5 de julho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Forget about the crazy, bitchy, annoying person whom sleeps besides you every night.
Forget about that crapy boss of yours, and about your crapy job, which is too easy but gives you no satisfaction.
Forget about your pity to the others, whenever you think to talk with them about your problems, or do some professional project or shit.
Forget about the annoying guys whom keeps annoying you.
Forget about the things you are afraid to lose.
Forget about the things your fears. They all will die with a little bit of courage.
Forget about dying, and fucking live, laugh, eat, enjoy the colors, enjoy everything, enjoy fucking life.
Whenever the world is gray, whenever the colors stop shinning, it is when you are doing wrong. To yourself.

Life is useless if it isn't for living. Deal-with-it.

domingo, 26 de junho de 2011

Para com o desespero lidar

1º: Está na rua? Vá para casa.
2º: Deixe-se levar (o que ocorrer no caminho para casa) de algum jeito: Um desabafo, um escrito, ou um barraco.
3º: Daí ficarás parado, a pensar.
4º: Masturbe-se até gozar, cansar e se acabar.
5º: Lave os pratos.
6º: Arrume o quarto.
7º: Tome um banho. E uma breja, se lhe der.
8º: Se desabafado tiveres, pense de novo sobre.
9º: Siga com a vida.

PS: Criar também é uma boa.

O original vai para alguém a quem estou devendo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quanto mais o amanhã se aproxima, mais a insanidade se pronuncia.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O pior da tristeza não são suas causas. As causas a gente um dia esquece, deixa pra lá, num canto empoeirado do quarto, atrás da porta. Não, o pior da tristeza são suas crias, que crescem como vinhas, como heras, como ervas daninhas, e se espalham no corpo, na mente, na alma. Que aprisiona seja como num bizarro bondage, num complexo e paralizante amarrado, ou numa teia bizarra de podridão. Que se espalham da tristeza, e tristeza espalham. Danada é a tristeza. Ou se tora pela raiz, ou a transforma num jardim de jasmins.

domingo, 12 de junho de 2011

Acabou

A noite acabou. Não, não é que o sol raiou. É que a noite, acabou; As almas cansaram, algumas se recordaram, as almas se despedaçaram. Agora, cada pobre alma atormentada vai seguir seu curso em direção à casas, apartamentos, ou camas alheias. A noite acabou. Catem seus isqueiros. Limpem as lágrimas em seus ombros. Tirem a lama do sapato branco. Acendam seus últimos cigarros, e virem suas últimas doses.

A noite acabou. E a vida, virou.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Desgelou. All the chill, falling apart, little by little, ice by ice, shard by shard. Beating again, harder and faster, and stronger than a clockwork, and bleeding, like a waterfall, like a fucking niagara, bleeding and aching for. But it doesn't hurts, not like it would hurt, normally. A pain brand new, the pain of moving on, the scream of living. The "leaving things behind" pain, and go on, making one own way, uncertain, dangerous way. Well, as always. Life is the biggest of dangers. Now i'm going on, to the most Bukowskish night of my life so far. No alcohol, no cigar, no whores no punchs; Just the feelings. Those unavoidable, dangerous pleasures...

domingo, 5 de junho de 2011

Ando nas ruas e vejo um cadáver. Abro as páginas do jornal, vejo um assassinato. Navego em meio ao sargaço eletrônico e novamente, uma morte. Sem nunca ter visto os olhos dos defuntos. Sem jamais naufragar no olhar de um morto. Com que olhar partiram? Naquele instante, talvez, houve mais vida do que em todo o resto de suas vidas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

As mesmas bermudas velhas, as mesmas camisetas antigas e desbotadas. Um novo samba alegre, um outro triste, e um blues acorrentado.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mede-se a tristeza de um homem pelos drinks tomados; pelos copos vazios e garrafas secadas, quando triste. E para os deuses e santos desse novo mundo, a tristeza, o penar, são inadmissíveis, porém eles farão descaso delas. Em morte, a alma logo encontra-se em julgamento, perante as portas do tão aclamado paraíso. Os novos santos descartam as lágrimas derramadas ou criadas, os sorrisos cativados, os momentos de afeto. Na conta, entra apenas o quanto foi gasto em tristeza e se esse gasto foi pago; se a mensalidade da educação das crianças foi devidamente pago; se por acaso ele alienou e permitiu manter-se alienado; se o plano de saúde foi pago, e se ele não o deu muito trabalho; se cumpriu mais deveres do que direitos cobrou; se ele casou com o suposto bom partido, uma futura perua de bairro e se pagou e alimentou aos vícios desnecessários dela, enquanto ouvia ela e suas amigas vestidas iguais, rindo iguais. Se sim, parabéns, a vós as portas do paraíso abrir-se-ão. Caso não, jogar-te-ão a vida real na sua cara, juntamente com o quão miserável és. Não irão presentear-te com a dádiva do sorriso falso, da máscara forjada, da alma escancarada, pendurada no fundo do fundo dum antigo guarda-roupas. Não louvai aos novos deuses e aos novos santos. Conheceis o jogo, suas regras, e jogue apenas pelas beiradas. Ame, cative, se ative, viva poeta. Segure-se de si mesmo, seja doce, adoce. Goze.

domingo, 15 de maio de 2011

E é assim. Gradativamente, vou percebendo que tudo que me acalmava, ou fazia diferença, não o faz mais. Beber não me relaxa, escrever só me afoba e, putaquepariu, apenas desligar o cérebro me agrada. Baixar alguns seriados, ver histórias fictícias atolarem minha mente excessivamente criativa de "e se?"s, ou checar algum seriado baseado numa história real, mas que já passou. Um passado que nada tem a ver comigo, mas ao menos tem seus membros na realidade, porque é passado. Dito por outro, confirmado por mais alguns, mas ei, ao menos é passado.

Enquanto isso, o dia passa, eu fico deitado numa cama de merda, sem coragem de estudar ou me movimentar. O que já fica bastante difícil com um pé a faltar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Já pensei em tantas coisas que a insônia pode ser. Já disse que insônia é a mente ou o corpo dizendo que ainda tem assuntos a resolver. Já pensei que a insônia era apenas a recusa de ver a noite como o escuro, para aqueles que nela encontram uma luz. Já ouvi falar que ela é um oásis para aqueles que precisam pensar ou sofrer refugiam-se. Hoje me veio a mente mais uma. A bendita da insônia, é a esperança do coração em encontrar alguém para conversar.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Estava voltando pra casa com uns amigos
Enquanto a chuva de faz algum tempo já
Castigava, limpava e parava a cidade.
Pensei nas garotas em seus apartamentos, quentes
vendo o jornal ou a novela. Pensei nas pessoas da br
que andavam às suas casas, como se fosse uma labuta.
Pensei nos amigos ilhados, nos engarrafamentos,
na cidade morta, parada, inativa. Na floresta de concreto
afundada. Pensei no prefeito a viagem. Pensei que, ao menos ele,
estava curtindo os prazeres de outro país com sua esposa,
ou as aventuras do mesmo, com seus comparsas.
Se ele gostar de whisky, espero que esteja bebendo um bem caro,
enquanto fico eu aqui, a procura de um whisky barato,
com um pé fraturado, num quarto mal-ocupado,
enquanto os bueiros em que escorrem o dinheiro fazem
um melhor trabalho, não pago, do que os poucos dessa cidade,
que apenas parecem buracos entalados.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Animal

Estava tudo escuro. Quando clareou, era tarde demais: Sentiu seu pé prender-se levemente a porta, sua mão baquear no chão, seu cotovelo arranhar-se, e seu pé quase destroçar-se. Entendia porra nenhuma, nem como estava em pé, pois entrou num ônibus vazio. Apenas pressentiu que havia algo ali, algo nele, a dizê-lo "PULA PORRA!". Algo animalesco, algo que nunca seria impedido, algo forte demais. E percebeu que se havia algo nele assim, ele deveria fazer juz a isso. Levantou-se, e foi mancando, até seu compromisso.

domingo, 3 de abril de 2011

Subindo o morro sem asfalto,
apenas os meus pés tocando o ladrilhado.
Mais de meia noite já é.
Os acostumados a labuta já foram para cama,
coroados por suas rainhas ou não.

No topo do morro sem asfalto, umas poucas almas assombram.
Algumas perdidas, outras vividas, algumas ainda a amadurecer.
Todas elas, porém, escondem o porque vem.
Cada alma presa em uma garrafa, encostada no fundo
de uma mistura de álcool e garapa.

A insônia que assombra,
o costume noturno que assola,
A cicatriz que sangra, o passado manchado,
o vinho derramado.

Ah, essas chagas causadas pelo tempo,
por que teimam em não calejar?
Por que teimam em sempre sangrar?
Em qual copo, em que cama, a paz vão encontrar
Seja com a cicatriz a fechar, ou a ferida a gangrenar.
Perdôem-me mulheres, as todas as noites eu as traio com a insônia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Estava no ônibus, voltando para casa. Ele percorria uma avenida muito parecida com uma que possui um caminho relativamente curto até a minha casa. O sinal fecha, e o ambiente me é familiar: O posto de gasolina, a esquina, e a loja do outro lado da rua. Me vejo descendo o ônibus. Me vejo indo andando até em casa, desconfiado como sempre, mulambado como de costume. Vejo-me sendo parado por dois maloqueiros. Me vejo batendo em um, enquanto o outro me põe abaixo. Vejo-os levando meus pertences, enquanto a fúria cresce em mim como um fogaréu desesperado. Vejo-me apagando a fúria em uma, duas, três cervejas; E volto a mim. O sinal acabando de abrir, e o ônibus seguindo seu caminho.
Conclusão: Daqui para frente, essa apenas será mais uma quarta-feira idiota.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lista

- Beber até cair.
- Estudar e negar todo o resto.
- Pôr os amigos acima de tudo.
- Negar a si mesmo.
- Amar.
- Ter coragem.
- Ouvir aos outros.
- Negar aos outros.
- Deixar-se levar.

Tudo isso já fiz, e um homem não me tornei. Não que eu vá abrir mão de algo disso. Só vou algo novo tentar.
A luz estava piscando. Algumas vezes, conseguia manter-se parada, estática; Na maioria das vezes, porém, ela gostava de piscar. Dar-se ao luxo de absorver-me na inconstância de seu pseudo-humor escroto, manter-me preso quando quero descanso.

Mandei a lâmpada se danar. Troquei-a por outra que não vai me perturbar.
Não posso impedir o impulso que dá, quando acordo de madrugada, sinto a cama quente, e busco um pouco de frio;
O chamado dos colegas quando sou um bom companheiro;
O cheiro da cerveja quando a mesma está prestes a descer garganta abaixo de outro;
Da tristeza inabalável que bate;
Da soberba covardia de me impor;
Do admirar algo nobre;
De adestrar meus sentidos;
De compreender minhas sensações;
De ver-te caminhar do outro lado da rua, alheia a tudo;
De sentir o cheiro doce no ar, que parece me chamar;

Não posso impedir os impulsos que tudo isso me dá.
Apenas, por favor, não queira enjaular-me.

domingo, 20 de março de 2011

Desculpe-me se passastes aqui procurando palavras, situações, pensamentos belos. Me perdoe, se acaso esses escritos te chocarem, te maltratarem, te escandalizarem. Mas garanto-lhe: Veio de minh'alma, e é sincero. Sincero como o álcool resfriado que sai do copo relaxado. É, exatamente isso: Meu estado é de álcool e sede. De meus dedos, saem o álcool, mal cheiroso, sincero e invasivo, na vida de qualquer um. E da alma, vem uma sede; Sede de não sei o que, talvez sede de mundo, sim, sede disso. Sede do saber, sede do poder, e nenhuma, esvaziada, sede de poder. Porque eu posso, eu não preciso poder. Apenas, descasado, atrasado, desmantelado, posso.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Falar que eu escrevo seria um insulto aos mestres. Eu desabafo.

domingo, 13 de março de 2011

E a poesia, o a ser escrito, se esvaiu. Escorreu dos meus dedos, como a cerveja o faz, de um copo caído.
Insônia é um problema das almas carregadas. Seja por inspirações, seja por aflições.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ser triste. Alguém triste pode saber facilmente se ele é triste, ou se ele está triste. Basta apenas ter uma epifânia: Se o fim dela parecer o começo da tristeza, minhas condolências.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Se um dos meios da renovação é a destruição, o assassinato,
Então que eu torne-me executor de mim mesmo.
Que eu seja meu próprio mártir, pela minha egoísta causa.
Para que em mim não haja uma redução, mas sim, uma iluminação.

E então você voltou.
Sem desculpa, sem permissão
sem perdão ou sequer piedade.
Voltou querendo meus braços,
envolvendo-me em suas pernas;
mordendo-me os lábios.

Largaste-me indefeso, inebriado.
Deixado com o coração arregaçado,
E voltas antes mesmo dele ter se mudado.
Maldita é o que és.
Maledicência corre em tuas veias, e envenena aqueles a tua volta.
Porém pra mim não há mais volta.
Possuo-te, possuo teus seios, te faço mulher.
Então. te largo entregada. Bato a porta em tua cara.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

-Amigo, lhe proponho um jogo. - disse um fulano qualquer, a andar para casa na noite escura, com um compadre. - Cada cigarro que fumastes até hoje, corresponde a cheirar a nuca de uma mulher. Cada copo que virasse é um beijo dado e, a cada dez vezes que chegasse acabado de beber em casa, foi uma mulher amada. - O compadre pensou. Lembrou dos cigarros, dos copos, e das bebedeiras, todas incontáveis, e respondeu: "Do mesmo jeito que contar um vício é um mal desnecessário, contar o amar é preocupação jogada fora", e entornou o cantil por inteiro.

Maltrato

Acordou. A ressaca tomava conta do quarto inteiro, mas mesmo assim foi a procura de seus cigarros, logo percebendo que eles haviam acabado. "Merda, odeio comprar cigarros de ressaca" pensa ele pela incontável vez. Põe um chinelo, e sai de casa no short e nos óculos escuros apenas, procurando a venda mais próxima. Sol escaldante no céu, carros enlouquecidos com seus motores a trovejar, e ele apenas querendo uma merda duma carteira de cigarros, pobre coitado. Chegou na venda, entregou seu trocado ao amigo. Abriu a carteira, aspirou fundo o aroma de cigarros novos, pronto para serem tragados. Levou um à boca, acendeu-o com um fósforo, e, logo após o deleite da primeira tragada, faleceu atropelado.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A necessidade de hoje tornar-se-á o óbvio de amanhã. Ou o mal.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Essa noite é pra fazer o que dá na telha.
No final, é pra se inspirar, e deixar tudo transpirar.
Uma cerveja na janela, ou uma música qualquer, ou um violão desgarrado, chorado, ou qualquer outra coisa.
Só simplesmente deixar."

-Conversa do msn com Veridiana, as 10 pras 3 da manhã, na madruga chuvosa de 14 de fevereiro.
Conversa, antes de qualquer coisa, é casamento. Não, não, é noivado. Melhor, ainda não, mas é algo que vai levar a tudo isso. Me acompanhe. Conversa pode dar luz a idéias maravilhosas, poesias escabrosas, maldosas, melandrosas, e afins, e sensações maravilhosas. Conversas podem trazer luz a algo escuro num muro, um escuro no quarto, um escuro atrás de um escudo. Conversas são, antes de tudo, trocas. Troca de alma. Conversar uma boa conversa, é deleitar o deitar de almas.
É de dois gumes.
Por um lado, acalma, restaura, dá paz.
Por outro, desalenta, pesa, chicoteia.
Tira de tudo de uma sobra, do resquício, do quase vazio,
Do fim do príncipio, do começo do precipício, de todo quartil.

É de dois gumes:
Como a empunhadura em chama da espada do cavaleiro,
Como o orgulho ferido do samurai desgarrado,
Como o copo vazio, a frente do vadio inibido,
Como a carteira fechada, procurando uma dor danada,
um aperreio inconstante, uma dor na fonte,
É de dois gumes sim. De dois gumes.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E é esse meu compasso descompassado. Sem ritmo, só apaixonado. Sem rumo, puramente atravessado. Sem passo, todo humanizado. Desgraçado, descanonizado, meio safado.
O homem nasce como um novilho;
Alheio a tudo, mal conseguindo andar,
Com sede do que próximo há,
E, do desconhecido, nutre pavor.

O homem cresce, vira um bezerro.
Um pouco mais forte, mais corajoso.
Preparado para o porrete,
preparado, fisicamente, para o cacete.

Cresce mais uma vez, vira alazão.
A correr pelas planícies, a explorar os canais.
Sem nunca se saciar,
sem nunca fraquejar.

Em penúltimo, o homem muda.
Muda para bode, aquele que se acolhe.
Escolhe os próprios pastos, de lá mesmo tira alimento.
E lá mesmo, cria a cria.

E, em último, o homem vira um novamente um alazão.
Que, dessa vez, protege sua manada.
Que, dessa vez, protege sua amada.
Que, dessa vez, protege seu pasto.
Para, lá mesmo, apenas lhe restar o seu casco.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Evitar as cinzas de nada adianta.
De nada adianta evitar o fogo,
a ardência, as queimaduras, o funeral.
No mais, um dia o mundo cai,
ardido, fedido, incolor, cheio de dor.
De sobras, só cinzas e alma restarão.

Porém achar que as cinzas nada podem provir é em vão.
Porque, se até um pássaro elas podem gerir,
o que de um sorriso se pode dizer?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Acabei por me perder em ti. Não, em me perder mesmo, não em me achar, como tantos diziam. Me perder em cada mistério não revelado, em cada costume não percebido de teu corpo. Teu corpo, teu corpo. Teu corpo é como a metade conhecida duma ilha para mim, já trilhada, conhecida na ponta dos dedos. Noutra metade, me aventuro. Tal qual um infante: A infância mingua, o encanto mingua junto.
Vá, podes ir. Apenas me deixe o whisky. Privar-me também do malte seria malvadeza demais. Pegue seus malas de merda, e saia. Não pra trás, e se acaso pensares em voltar, o faça depois de amanhã .Hoje quero ser esquecido, transformar o eu que há nos outros num grande vazio qualquer. Não irei me embriagar, não sejas chiliquenta. Irei me esquecer.

Nota de um jovem vagabundo - 1

Cheguei em casa. A noite foi longa, com todos os meus companheiros de bebida no estado que deveriam estar, pra uma situação daquela. Alguns violões, muitas cervejas, algumas senhoritas. O cheiro de álcool impregnava o ar à minha volta; Óbvio que vinha de mim. O sono estava à mostra no inferior dos meus olhos, porém decidi não dormir. O dia é um bebê, e a vida não passa de uma criança de 11 anos. Deveria aproveitar. Mudo de idéia, mas não por ressaca; Apenas por nada.

sábado, 29 de janeiro de 2011

...O que me aterroriza não é o quão escuro. Meu temor é o quão profundo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ah não. A loucura não corre pelas veias. A loucura é exalada pelos poros, para transmitir-se pelo ar. A loucura alcança a mente e eriça os cabelos, para se mostrar. Enfim, a loucura acha residência nos olhos. De lá, ela abrange bem mais que o imprevisível.

domingo, 23 de janeiro de 2011

É incrível o poder da madrugada, de acomodar almas desamparadas em seus braços.
É impressionante a capacidade do silêncio, de lágrimas arrancar sem pressão nenhuma precisar.
É estonteante, apaixonante, o gozo da solidão plena, da solidão calma, da solidão da estrada.
É madrugada, silêncio e solidão, o preço de algumas almas para serem salvas.
Porque o frio e o escuro aguça nosso sentir a nós mesmo.
O silêncio nos deixa ouvir o lamento, a lamúria, e a força lá de dentro.
E a solidão faz força, para que seja feita força.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ao viver, já percorri dos campos elíseos
ao nono círculo do tormento eterno.
Bem sei que tudo não passa de maré,
de altos e baixos, mal trocados.

Eu, que nessa vida já observei e já agi.
Que, no observar, aprendi.
E no agir, por vezes, tentei corrigir,
e logo após, pela redenção optei.

Redenção vem após os sete palmos.
Redenção em sua total naturalidade
vem após o crucio em enxofre,
em fogo escaldante, ardentes na mente.

Agora, cá estou, no fundo de um poço crescente
Perturbado em agonia e desgosto,
Salgando o pão insosso, amassado, pensando:
Até qual profundidade pode minha humanidade alcançar-me?
Pra escrever, só é preciso um grande mestre: O mundo.
Para escrever, não é preciso ler
nem é preciso ter um mestre,
um professor, um credor,
ou encontrar-se em estado de torpor.

Para escrever, basta viver.
Tanto para dentro,
quanto para fora.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Gravando...

"Velhice de boêmio é sofrer de amor. Sofrimento passou, juventude voltou."
"Prefiro as coisas simples. As complexas têm uma grande tendência de largar desamparados pelas calçadas"


Apenas por motivos de armazenamento.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Puta que pariu

Puta que pariu, eu conheço gente pra caralho. Não apenas conheço. Convivo com gente pra caralho. Gente parecida com outra gente, gente diferente de outra gente, gente diferente PRA CARALHO de outra gente. E isso bagunça minha cabeça. Bagunça pra caralho. É tanta diferença, que pra cada gente eu sou meio diferente, uma parte pra cada um, por não ser tudo ao mesmo tempo. Pra alguns me mostro como dia, para outros, me visto que nem noite. Engraçado demais isso quando, no final das contas, eu queria ser só penumbra, só crepúsculo: Aquele tal que aparece dizendo "vai mudar", que pra uns passa despercebido, e pra outros, é muito admirado. É mais ou menos igual a sensação de conhecer alguém novo; muda algo em você, querendo ou não, passando despercebido, ou sendo admirado.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem me dera...

Viver sempre embriagado. Sempre sem-vergonha, destemido do que a a se temer, indolor mao que sempre vai me doer.

Ai, quem me dera...