quinta-feira, 14 de abril de 2011

Animal

Estava tudo escuro. Quando clareou, era tarde demais: Sentiu seu pé prender-se levemente a porta, sua mão baquear no chão, seu cotovelo arranhar-se, e seu pé quase destroçar-se. Entendia porra nenhuma, nem como estava em pé, pois entrou num ônibus vazio. Apenas pressentiu que havia algo ali, algo nele, a dizê-lo "PULA PORRA!". Algo animalesco, algo que nunca seria impedido, algo forte demais. E percebeu que se havia algo nele assim, ele deveria fazer juz a isso. Levantou-se, e foi mancando, até seu compromisso.

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