Sim, irei atrás do meu instinto.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
E eu me cansei dessa procura, dessa valorização de sentimentos. Sentimentos trazem tanto seu lado bom, quanto seu lado ruim a tona. E isso me exauriu demais, me deixou exausto. Danem-se músicas lindas, com tanto sentimento que fazem chorar. Danem-se os medos e as inseguranças de feridas anteriores, que os sentimentos nunca parecem conseguir sarar. Vou atrás de algo mais primordial, mais carnal, mais espiritual e natural que tudo isso.
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"E pra onde foi tanto sentimento?", Ouviu César. 24 anos, ex-escritor, ou talvez ex-"sentidor", Estava numa dessas mesas de bar, tranqüilo, tomando seu whisky sem gelo, depois de um dia sem nenhuma ocasião excepcional. Se virou, e viu que havia sido uma criança que falara, passeando de mãos dadas com sua provável primeira namoradinha. Coisa linda. Então, pediu a conta, e se perguntou: E pra onde foi tanto sentimento? Pergunta clichê. Coisa clichê da vida. Sentiu que, exatamente no momento que comentasse isso com alguém, seria debochado. Pessoas legais não ligam para sentimentos ou dúvidas, claro! Ninguém quer ver alguém apenas parado num canto, com suas reflexões. Querem apenas sorrir, e que você seja besta para pagar a conta depois. Na hora da festa, é tudo junto, fato. Era ex-escritor, ex-sentidor. Se negava a sentir demais. Se negava a gozar demais, pra não perder demais. Não se prender demais. Na rua, chutou uma latinha de cerveja maltrapilha que achara, esbarrou numa velha amiga, e voltou a transformar cigarros em bitucas, depois de 2 anos sem fumar. Ficou caminhando, até a noite se aprofundar.
Continuando a perguntar-se: E o sentimento, pra onde foi?
terça-feira, 20 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
E de nada vão adiantar as mais tristes canções,
Sobre miséria humana, sobre corações arrebentados,
As inúmeras noites em claro,
Os inúmeros crepúsculos matutinos testemunhados,
Ou todos os copos esvaziados.
Pois ai está uma canção só tua;
Triste como um sorriso solitário,
Densa como o mar de tua alma,
E lenta, como uma balada tocada
graças a um fardo já guardado...
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