domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Prefácio e posfácio de horácio
Tudo bem em proferir seus lamentos,
seus escárnios, ou suas falcatruas,
enquanto abres tuas pernas nuas
em busca de um consolo pegajoso
e fortemente cheiroso.
Tudo bem, se ao andares nas ruas,
encontras várias das tuas, e ficas a fofocas
tagarelar, reclamar do outrem com todo o desdém
que teus lábios conseguem acumular.
Mas apenas poupe-me de tuas juras,
teus lamentos pela casa, tuas lamúrias de solidão,
ou teus fluidos jorrados pelo chão.
Pois de sincero, nisso tudo, só existe
o que murmuras durante teu sono,
os vários nomes falados, dos amores mal passados,
e dos amantes, recém apegados.
Agora, por insensato me tomas,
sem contato, apenas o escarro,
pelo qual me vejo ser apedrejado.
Mas, se acaso pensas que voltarei,
se acaso pensas que minhas mãos tocaram as tuas,
e meus braços teu corpo tomaram, engana-te.
Pois, de agora, te resta apenas o cigarro,
teu escarro escorrerá por outro ralo,
e meu passo, tornar-se-a bem passado....
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
E eu me cansei dessa procura, dessa valorização de sentimentos. Sentimentos trazem tanto seu lado bom, quanto seu lado ruim a tona. E isso me exauriu demais, me deixou exausto. Danem-se músicas lindas, com tanto sentimento que fazem chorar. Danem-se os medos e as inseguranças de feridas anteriores, que os sentimentos nunca parecem conseguir sarar. Vou atrás de algo mais primordial, mais carnal, mais espiritual e natural que tudo isso.
Sim, irei atrás do meu instinto.
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"E pra onde foi tanto sentimento?", Ouviu César. 24 anos, ex-escritor, ou talvez ex-"sentidor", Estava numa dessas mesas de bar, tranqüilo, tomando seu whisky sem gelo, depois de um dia sem nenhuma ocasião excepcional. Se virou, e viu que havia sido uma criança que falara, passeando de mãos dadas com sua provável primeira namoradinha. Coisa linda. Então, pediu a conta, e se perguntou: E pra onde foi tanto sentimento? Pergunta clichê. Coisa clichê da vida. Sentiu que, exatamente no momento que comentasse isso com alguém, seria debochado. Pessoas legais não ligam para sentimentos ou dúvidas, claro! Ninguém quer ver alguém apenas parado num canto, com suas reflexões. Querem apenas sorrir, e que você seja besta para pagar a conta depois. Na hora da festa, é tudo junto, fato. Era ex-escritor, ex-sentidor. Se negava a sentir demais. Se negava a gozar demais, pra não perder demais. Não se prender demais. Na rua, chutou uma latinha de cerveja maltrapilha que achara, esbarrou numa velha amiga, e voltou a transformar cigarros em bitucas, depois de 2 anos sem fumar. Ficou caminhando, até a noite se aprofundar.
Continuando a perguntar-se: E o sentimento, pra onde foi?
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