domingo, 23 de janeiro de 2011

É incrível o poder da madrugada, de acomodar almas desamparadas em seus braços.
É impressionante a capacidade do silêncio, de lágrimas arrancar sem pressão nenhuma precisar.
É estonteante, apaixonante, o gozo da solidão plena, da solidão calma, da solidão da estrada.
É madrugada, silêncio e solidão, o preço de algumas almas para serem salvas.
Porque o frio e o escuro aguça nosso sentir a nós mesmo.
O silêncio nos deixa ouvir o lamento, a lamúria, e a força lá de dentro.
E a solidão faz força, para que seja feita força.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ao viver, já percorri dos campos elíseos
ao nono círculo do tormento eterno.
Bem sei que tudo não passa de maré,
de altos e baixos, mal trocados.

Eu, que nessa vida já observei e já agi.
Que, no observar, aprendi.
E no agir, por vezes, tentei corrigir,
e logo após, pela redenção optei.

Redenção vem após os sete palmos.
Redenção em sua total naturalidade
vem após o crucio em enxofre,
em fogo escaldante, ardentes na mente.

Agora, cá estou, no fundo de um poço crescente
Perturbado em agonia e desgosto,
Salgando o pão insosso, amassado, pensando:
Até qual profundidade pode minha humanidade alcançar-me?
Pra escrever, só é preciso um grande mestre: O mundo.
Para escrever, não é preciso ler
nem é preciso ter um mestre,
um professor, um credor,
ou encontrar-se em estado de torpor.

Para escrever, basta viver.
Tanto para dentro,
quanto para fora.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Gravando...

"Velhice de boêmio é sofrer de amor. Sofrimento passou, juventude voltou."
"Prefiro as coisas simples. As complexas têm uma grande tendência de largar desamparados pelas calçadas"


Apenas por motivos de armazenamento.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Puta que pariu

Puta que pariu, eu conheço gente pra caralho. Não apenas conheço. Convivo com gente pra caralho. Gente parecida com outra gente, gente diferente de outra gente, gente diferente PRA CARALHO de outra gente. E isso bagunça minha cabeça. Bagunça pra caralho. É tanta diferença, que pra cada gente eu sou meio diferente, uma parte pra cada um, por não ser tudo ao mesmo tempo. Pra alguns me mostro como dia, para outros, me visto que nem noite. Engraçado demais isso quando, no final das contas, eu queria ser só penumbra, só crepúsculo: Aquele tal que aparece dizendo "vai mudar", que pra uns passa despercebido, e pra outros, é muito admirado. É mais ou menos igual a sensação de conhecer alguém novo; muda algo em você, querendo ou não, passando despercebido, ou sendo admirado.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem me dera...

Viver sempre embriagado. Sempre sem-vergonha, destemido do que a a se temer, indolor mao que sempre vai me doer.

Ai, quem me dera...