domingo, 13 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
E então você voltou.
Sem desculpa, sem permissão
sem perdão ou sequer piedade.
Voltou querendo meus braços,
envolvendo-me em suas pernas;
mordendo-me os lábios.
Largaste-me indefeso, inebriado.
Deixado com o coração arregaçado,
E voltas antes mesmo dele ter se mudado.
Maldita é o que és.
Maledicência corre em tuas veias, e envenena aqueles a tua volta.
Porém pra mim não há mais volta.
Possuo-te, possuo teus seios, te faço mulher.
Então. te largo entregada. Bato a porta em tua cara.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
-Amigo, lhe proponho um jogo. - disse um fulano qualquer, a andar para casa na noite escura, com um compadre. - Cada cigarro que fumastes até hoje, corresponde a cheirar a nuca de uma mulher. Cada copo que virasse é um beijo dado e, a cada dez vezes que chegasse acabado de beber em casa, foi uma mulher amada. - O compadre pensou. Lembrou dos cigarros, dos copos, e das bebedeiras, todas incontáveis, e respondeu: "Do mesmo jeito que contar um vício é um mal desnecessário, contar o amar é preocupação jogada fora", e entornou o cantil por inteiro.
Maltrato
Acordou. A ressaca tomava conta do quarto inteiro, mas mesmo assim foi a procura de seus cigarros, logo percebendo que eles haviam acabado. "Merda, odeio comprar cigarros de ressaca" pensa ele pela incontável vez. Põe um chinelo, e sai de casa no short e nos óculos escuros apenas, procurando a venda mais próxima. Sol escaldante no céu, carros enlouquecidos com seus motores a trovejar, e ele apenas querendo uma merda duma carteira de cigarros, pobre coitado. Chegou na venda, entregou seu trocado ao amigo. Abriu a carteira, aspirou fundo o aroma de cigarros novos, pronto para serem tragados. Levou um à boca, acendeu-o com um fósforo, e, logo após o deleite da primeira tragada, faleceu atropelado.
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