domingo, 26 de junho de 2011

Para com o desespero lidar

1º: Está na rua? Vá para casa.
2º: Deixe-se levar (o que ocorrer no caminho para casa) de algum jeito: Um desabafo, um escrito, ou um barraco.
3º: Daí ficarás parado, a pensar.
4º: Masturbe-se até gozar, cansar e se acabar.
5º: Lave os pratos.
6º: Arrume o quarto.
7º: Tome um banho. E uma breja, se lhe der.
8º: Se desabafado tiveres, pense de novo sobre.
9º: Siga com a vida.

PS: Criar também é uma boa.

O original vai para alguém a quem estou devendo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quanto mais o amanhã se aproxima, mais a insanidade se pronuncia.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O pior da tristeza não são suas causas. As causas a gente um dia esquece, deixa pra lá, num canto empoeirado do quarto, atrás da porta. Não, o pior da tristeza são suas crias, que crescem como vinhas, como heras, como ervas daninhas, e se espalham no corpo, na mente, na alma. Que aprisiona seja como num bizarro bondage, num complexo e paralizante amarrado, ou numa teia bizarra de podridão. Que se espalham da tristeza, e tristeza espalham. Danada é a tristeza. Ou se tora pela raiz, ou a transforma num jardim de jasmins.

domingo, 12 de junho de 2011

Acabou

A noite acabou. Não, não é que o sol raiou. É que a noite, acabou; As almas cansaram, algumas se recordaram, as almas se despedaçaram. Agora, cada pobre alma atormentada vai seguir seu curso em direção à casas, apartamentos, ou camas alheias. A noite acabou. Catem seus isqueiros. Limpem as lágrimas em seus ombros. Tirem a lama do sapato branco. Acendam seus últimos cigarros, e virem suas últimas doses.

A noite acabou. E a vida, virou.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Desgelou. All the chill, falling apart, little by little, ice by ice, shard by shard. Beating again, harder and faster, and stronger than a clockwork, and bleeding, like a waterfall, like a fucking niagara, bleeding and aching for. But it doesn't hurts, not like it would hurt, normally. A pain brand new, the pain of moving on, the scream of living. The "leaving things behind" pain, and go on, making one own way, uncertain, dangerous way. Well, as always. Life is the biggest of dangers. Now i'm going on, to the most Bukowskish night of my life so far. No alcohol, no cigar, no whores no punchs; Just the feelings. Those unavoidable, dangerous pleasures...

domingo, 5 de junho de 2011

Ando nas ruas e vejo um cadáver. Abro as páginas do jornal, vejo um assassinato. Navego em meio ao sargaço eletrônico e novamente, uma morte. Sem nunca ter visto os olhos dos defuntos. Sem jamais naufragar no olhar de um morto. Com que olhar partiram? Naquele instante, talvez, houve mais vida do que em todo o resto de suas vidas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

As mesmas bermudas velhas, as mesmas camisetas antigas e desbotadas. Um novo samba alegre, um outro triste, e um blues acorrentado.