quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Daí, ele puxa um cigarro torto da carteira velha, e começa a fumar. E continua a ler. A cair no abismo perigoso daquelas palavras que, nada mais, tentam expressar fielmente um mundo de sentimentos. Porque é isso que palavras são. A parte rasa de todo o mar da alma.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pois foi. Dizem que há um demônio no fundo de toda garrafa. Sério? Somos tão covardes aponto de negar esse lindo lado atormentado, alimentado por preconceitos, medos de perdas, falhas, nãos e tudo sei lá mais o que? Então veja. Quem alimenta esse cão é você. E ele fica feio, tuberculoso e herpético, mais e mais. E ele vai te engolir. Estraçalhar-te em pedaços, irreconhecíveis até a ti, cidadão exemplar. Exemplar de merda, que se nega a aprender a respeitar mulheres, pessoas com pensamentos diferentes, ou atitudes diferentes. Uma pedra pesada amassada em seu próprio musgo fétido acumulado. Uma árvore velha, podre e fortemente enraizada, cujos frutos podres deveriam ser imediatamente negados por todo e qualquer organismo. Um veneno expurgado.
Mas enfim, querida. Embriagar-me é minha dose periódica de sanidade.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sendo bem clichê mas, as vezes, tudo que alguém precisa é de começo novo, ou de um caminho notoriamente diferente.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Queria que fosse pouca boca para muito sentimento, descrever o que eu sinto. Mas não é. é um medo incondicional da incompreensão do afeto que tenho. Afeto desgostoso, gasto, trepasso. Mas ainda é um afeto. Que tornou-se turvo, curvo, afetado, desdentado, fedido desvirtuado. Desvirtuou-se do que o afeto deveria fazer. Deveria trazer-me felicidade. Um sorriso todo dia pela manhã, e outro logo após o abrir de minha porta, e o encontro com a manhã, tarde, ou noite, por quaisquer que ser. Mas não é. E fica preso por medo. Medo da incompreensão incondicional do amar. Medo da incompreensão universal do gostar. Medo da incompreensão proposital do chorar, do penar, do se apegar. Porque esse afeto foi a última felicidade que me ficou. A última que em mim queimou. A última que, a mim, segura-me tenuemente na sanidade. E acaso, só acaso, uma incompreensão venha a ocorrer quando esse afeto eu decidir mostrar, fudeu. Correr irei, pra bem longe. Mais fundo ao poço chegarei. Mais sem regresso, mais desgraçado, mais acabado, mais infadado. Porque nem eu sei porque não me tenho mais, exceto ele. Nem eu sei o que me prende a algo a tanto passado. Aparentemente solucionado. Subjetivamente, porém, tortura-me, todo dia, moendo pedaços de minh'alma. Dia após dia. Dia após dia.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Apaixono-me por dois tipos de mulheres: Aquelas que conversam demais, e aquelas que falam coisas interessantes demais. E elas sempre sabem escutar. Ou aprendem a fazê-lo apenas porque sou eu.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sunday night and cigarettes
Because my ol'lady darling is
but anywhere to be found
Sunday nights and cigarettes,
Coz' last night, i drank the whisky
and played the harmonica

Sunday night and a cigarettes' pack
Driving through the desert streets
past 80 miles per hour
draging on my cigarette

Sunday night and a cigarettes' pack, again
Not driving, of course: Never drove a car.
I sat down of a bench, instead; look at the stars,
lit my cigarette, and appreciate the hookers
right across the streets, chatting out loud

Sunday nights and a single cigarette
'Cause no one is here, none will be
Shall be only me, on this pretty
Sunday night with no cigarettes.