domingo, 30 de maio de 2010

E então, ele lembrou. Lembrou das coisas que fizeram dele humano, das coisas que fizeram dele ele mesmo... E das coisas que o fizeram ser um pouco deus.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hm.

Eu só sou um homem mesmo;
Daqueles qualquer que se ver por ai,
folgados de vez em quando, determinados às vezes... Quase sempre.
Que ficam à conversar pelas ruas,
andando despreocupados dos pés à cabeça,
só pensando no jantar que vai estar a mesa
ou num afago para ganhar.

Daqueles de festa, de farra, de bebida, de poesia
que acha que pra farrar só é preciso estar junto,
sem nada falar, quando a companhia agradar.
Daqueles bem humanos.
Idiotas, teimosos, inocentes
Mas que espertos sabem ser, quando bem entender...

domingo, 25 de abril de 2010

Sem nome -

"Deus, porque queres que eu chore
acaso se ela retorne
aquela que causou meu fim?

Deus, para quem queres que eu ore
para aquela que me acolhe...
ou aquela do meu fim??"

Sem nome
Autoria: Onirê de Morais e Diogo Testa

Canção des-sossego

Ando pela rua como quem nada quer
Apenas para que, num dia, eu possa sequer
Fazer ouvir minha prosa

Não, não me vejo ali, tão triste,
num copo vazio a jazir numa mesa
vazia qualquer, sem bossa e sem humor.
Meu samba fez-se mudo;
calou-se de súbito

Como num som surdo, provocado
pelo tombo miúdo do vidro
que deixaram escorregar, num dia
tão tardio...

Ah, se meu samba tocar.
Ah, e, com minha prosa, abraçar...
Ah, se de cada vidro quebrado
num abraço, eu tirar uma flor
é essa flor que vai tirar o inchaço
causado pelo embaraço, da falta do cansaço...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sabe quando dá aquela vontade de qualquer coisa? Pronto. Estou com essa vontade.
Vontade de sair na rua, pedir pela chuva, e ver minha chuva invisível aos olhos de outrem, insensível às peles de outrem, inaudível aos ouvidos de outrem. Tocar, cantar, enfim, fazer. Mas na verdade, sincera, vontade de escrever tenho. Escrever sobre algo que talvez possa ter sido escrito de vários jeitos, mas do meu próprio jeito. Não importa se a manhã ilumina tudo, ou se a noite está lá para acolher ou seus pobres filhos sem lugar, a serem amparados por lábios desconhecidos e copos implorando para ficarem vazios, ou seus filhos já formados, que nela se aventuram com a experiência de um velho navegador. Aquele filho da vida caminha, ou chora. Se caminhar, caminha com força, como se cada passo fosse o seu passo de adeus. E se chora, chora pra matar, pra se satisfazer. Se não fosse pra isso, inútil pra ele seria. Inútil.

domingo, 7 de março de 2010

Sensações

Acho as sensações uma das coisas mais lindas da vida. Oras, quem já sentiu-se incomodado com o fato de, em algum momento da vida, começar a ouvir uma trilha sonora na cabeça?? Ou então lembrar de uma situação extremamente engraçada ao passar na rua em que ela ocorreu? Ou lembrar daquele beijo intenso, que só aconteceu uma vez, mas que ficou marcado em seus lábios até hoje?
Claro, também ocorrem as sensações ruins. Mas tudo vem no pacote completo: o bônus, e a consequência (pus consequência porque esqueci-me de uma palavra melhor =P). A consequência das sensações é lembrar-se de um momento ruim, como, por exemplo, uma personagem de um seriado lembrar de como foi jogada na merda quando era mais jovem, ao sentir o cheiro da mesma. Ou então lembrar-se de um amor perdido ao ouvir uma música que lembra muito essa pessoa
Mesmo assim, sensações são, em minha sincera opinião, uma das principais fornecedoras de beleza à vida; Afinal, ela não está apenas nas lembranças, na nostalgia, mas no agora, no que os momentos de agora conseguem despertar em nós. Sensações são o antes e o agora. O depois que fique guardado no bolso, no armário, esperando sua hora de sair.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sobre o ofício, ou a falta do ofício, de escrever.

A alguns tempos, eu realmente sentia que não conseguia mais escrever. Mais criar nada que desse pra ser escrito, digitado, etc. Entretanto, eu consigo falar, ao contrário dessa mesma época em 2009. Acho que tentei forçar. Mas isso não é algo que se força. É algo que vem natural, é a alma que não tem por onde sair e simplesmente escapa pelos dedos, pela fala, pelos gestos, etc. No final das contas, se acaso acontecer de cê experimentar algo assim, de não conseguir mais escrever, nem precisa se preocupar; Um belo dia, pode bater a vontade de fazê-lo. Se não bater, talvez signifique que cê não precisa. Talvez cê tenha um outro caminho, bem à sua frente, mas não consegue vê-lo...