sábado, 5 de maio de 2012

Ou encanta, ou não encanta.
Meio dia dum sábado, e passaram. Passaram mulheres casadas de vestido, passando um tempo com o filho e o marido embaixo das sombras das árvores, passaram os homens de carro que esqueceram os sacos de gelo ao lado de fora, passando o gelado a tanto. Passaram os cachorros encoleirados, enrolados nas pernas adoráveis de outras, e nas pernas preocupadas de outros. Passaram as lindas jovens, cheirando a juventude, e as belas mulheres, cheirando a maturidade, mal caráter e tantas outras coisas mais que necessariamente não estão no mesmo cabelo. E passou uma hora e meia. Uma hora e meia pra eu poder comer o meu galeto.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sei que esqueceu o que é felicidade aquele que da segunda pra sexta só lhe passa meia hora.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Garçom, vê uma dose de esperança, faz favor. Com gelo.
E se eu pudesse ignorar tudo que me veio, e começar de novo, novo, eu começaria.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Às vezes, acho que a melhor solução para mim seria trabalhar de pedreiro. Pegar pesado, suar, sentir as juntas doerem de verdade como nunca doeram, o bíceps, tríceps, forcéps, e todos mais músculos do corpo doendo por serem rasgados de tanto esforço, e mal conseguir deitar na cama depois de um dia de trabalho. Trabalho braçal, feroz, selvagem, com o sol ardendo a cabeça, os miolos, e a desidratação a mil, ao lado.
É uma época de ódio ao outro. Repúdio, descaso, sarcasmo, nariz empinado e desconfiança. Melhor se preocupar com o gato, que com o mendigo. Afinal de contas, nunca vi ninguém tentando arranjar lar para pessoas, no facebook.