terça-feira, 21 de maio de 2013

Curiosidade - 1

Hoje, um pouco antes de dormir, eu descobri um perfil do twitter que posta fotos de pernas de garotas (?) asiáticas(?). Curioso. E bizarro.

Links: https://twitter.com/nisopict_bot_kr https://twitter.com/nisopict_bot_k2

Precisava expressar minha incapacidade de expressar-me quanto a essa fato.

Asta. o/

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bruno

Tudo ia normal no vagão. Cada pessoa estava sentada, despercebidas do passar dos minutos, apenas esperando para desembarcar com mais algumas pessoas sentindo o tempo fluir novamente, de mãos dadas com o vento. Até a discussão. Alguém não quis oferecer um lugar a um idoso, e outro alguém, com qualquer nome, foi dialogar. O diálogo pegou fogo. Virou discussão. E o fogo, como se espalhando-se na mata seca, atiçou-se. Atiçou uma faca, torturando o tempo parado durante sua trajetória a Victor. Daniel foi esfaqueado. Perfurado embaixo das costelas, no estômago. Uma velha rezadeira rezou a Deus para que o Inimigo saísse do trem logo. Uma garota, desconcertada, tentava ligar para a ajuda. O tempo voltou ao vagão, atraído pelo cheiro de sangue e morte.

O tempo voltou, e a normalidade se foi.

Como se esquecesse por um momento daquele local, a normalidade saiu de mãos dadas com um parceiro agradável. E a faca, enterrada no estômago de Fábio, foi expulsa do corpo de Fernando, e enterrada no pescoço de seu portador, com um golpe vertical. Em choque, o homem observou aquele que deveria estar de joelhos no chão. A velha rezadeira rezou mais, tanto mais quanto os olhares no vagão ficaram surpresos: A ferida em Moacyr estava a desaparecer, carregando consigo seus cabelos, suas feições, seu jeito e seus músculos, trazendo de volta outros novos. O trem parou. Alguém saiu.

E não foi o velho que morava ali perto, e ia tomar uma sopa mais tarde com sua velha. Não foi a atendente de telemarketing, que chegaria atrasada caso perdesse a estação.

Aquele que saiu, saiu cansado de ter qualquer nome. Decidiu escolher um novo. E, tanto o tempo que começou a passar de novo, quanto o vento, pela primeira vez passaram por Bruno.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ana

"Ah!", balbuciou Ana, tropeçando no vestido molhado pela tarde chuvosa, rolando três vezes escada do parque abaixo. Pensou não haver problema, já que três era seu número favorito. Um pouco de lama, um mar no vestido, e a bolsa jogada. Agarrou a bolsa e, apressada, seguiu para a casa, atrasada, atrasada.

"Nunca mais paro para comer pastel! Mas vinham três pastéis, por três reais! E rolei três vezes agora. Meu número favorito está em todo lugar! Será sorte?"

A resposta vei ao virar a esquina: Três gatos. Um branco, um amarelo, e uma preta. Olhos azuis, vermelhos e rosas, respectivamente.

"Três gatos! Meu núm-" "Pedágio". Ana parou, estupefata. O gato falou. Não, minto: O gato COBROU. Mas vamos por partes. O gato falou. O amarelo. Agora sim, estamos em ordem. Então... "O GATO COBROU!",  gritou a pobre Ana, lisa e molhada. "Cobrei", disse o Amarelo. "Vai pagar? Só assim para passar." "Seu gato, nada tenho de valor. Deixe-me passar, por favor!", pedia Ana, sentindo os cabelos alongando-se, como se a água dançasse por cada fio ao passar. "Então volte.".

Deu as costas, e o branco disse "Pedágio". "QUÊ?!" "Sim, pedágio. Na verdade, uma aposta. Se ganhar, passa. Se não, a preta lhe pedirá um favor" E sentiu. Sentiu o peso dos olhos rosas nas costas, a esperar ansiosa para banquetear-se no fervoroso favor que seria realizado. Com o rabo, como um ilusionista, o branco  ergueu uma moeda. "Cara ou coroa?" "Coroa." Ana disse, enquanto os dois expectadores miavam alto "Cara! Cara!". A moeda deslizou girando, depredando as gotas d'água em seu caminho, apenas para dar...

"Cara." Ana falou. Suspirou, virou-se para o branco, que apontou com o rabo para a preta.

"Ótimo. Seu favor é: Ir para casa." "Hã?" "Só vá. Agradeça-nos depois, nesse mesmo beco".

Apressada, desmiolada, despreparada e sem entender, Ana correu pelo caminho de volta para casa, depredando as gotas de chuva que caíam em seu caminho, enquanto suas moedas falsas caiam pelo chão, todas dando cara.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pra alguns, a melhor saída é ter saída nenhuma. E ainda assim, não é garantia. Nada é.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

[Teste] Bioshock Infinite - Só críticas

Esse é meu teste escrevendo sobre um jogo. Provavelmente nada do que eu escreverei será entendido. Ou não. CONTÉM SPOILERS.

Bioshock Infinite. Tiro em primeira pessoa. Nice.

Mas eu gostaria de ter interagido mais com Elizabeth. Que pequenas conversas e eventos que ocorreram na praia ocorressem no decorrer do jogo inteiro, sobre coisas qualquer da cidade, da descoberta. Mas parece que todas essas possibilidades são destruídas quando a cidade apercebe-se da destruição do cárcere de Elizabeth. E do fato de Booker esta sempre com a arma em punhos. Por que ele não pode guardá-la, para mesclar-se as pessoas de passagem na cidade? Uma tristeza. Há apenas um momento em que ele abre mão da sua arma, e é ao pegar um violão. Ah, o violão. Que houvessem mais porões em Columbia, para ocorrerem mais cenas como aquela: Sem grande impacto na história do mundo, mas de valor como experiência. Para conhecer melhor aquela personagem que me acompanha. Para ver a reação de alguém que nunca pôde sair de um lugar, e começa a conhecer o mundo, a arquitetura, e todas as coisas novas. Mas o jogo faz-se apenas uma sucessão de lutas e tiroteios e caminhadas ou corridas, onde não existe local para se esconder, e muito menos ainda tentativas de esconder-se. Enquanto o algoritmo por baixo de tudo faz um ótimo trabalho executando uma das ordens dadas a Booker ("A garota deve voltar inteira"), Booker nunca o faz, e nem ao jogador é dado essa liberdade. Os designers apenas criaram várias situações de combates em canto aberto, onde você poderia passar facilmente usando a mesma estratégia várias e várias vezes, ou fazendo como eu e usando a criatividade, divertindo-se misturando Vigor atrás de Vigor, dilacerando oponentes com a violência Tarantinesca que nos é apresentada. E wtf acontece perto do final do jogo? Por mais que seja coerente da líder de uma revolução que ocorreu apenas por um mártir querer livrar-se do seu mártir teoricamente morto, pois atrapalharia a revolução, também destrói toda a empatia criada para com os Vox Populi. Então, vamos apenas brincar o jogo de toda humanidade é suja, right? Sad, sad.

(A continuar, brb)

domingo, 7 de abril de 2013

As vezes, dormir parece uma alternativa tão ruim, mas tão ruim, que pergunto a mim mesmo qual grandeza é essa que eu estou vendo na vida,e  em ficar acordado fazendo nada.

sábado, 23 de março de 2013

Um dia se cai de amor, noutro se faz de insano. Noutro dia só olha pro estrago, e passa o pano.
Esse menino, sei não. Parece um cão sem dono, desgraçado pelas mãos do sono, do afago, do propano.
Propano que já viu queimar, aliás. Queimou, tentando aquecer o pranto, mas só fez esquecer o forno, por acender o cigarro, por fazer a pipoca. por esquentar a água pra compressa, pra ressaca, pro banho.

Menino, te orienta.
Nesse mundo de ressaca, é rei quem continua na praça.