quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

E aparentemente, essa é a hora em que eu costumo pensar que estou me tornando alguém perigoso.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O ato de ter o controle na mão, em jogos com uma narrativa de começo-meio-fim é o ato de começar e dar sequência a uma história, com suas próprias ações limitadas as ações que o sistema lhe permite. Porém, ainda assim, inclui o ato de dar sequência a uma história.

No dia em que alguém apaixonado por jogos estiver triste, e ao segurar o controle largá-lo como se não aguentasse seu peso, esse alguém não continua sua própria história, até achá-la novamente.

domingo, 18 de novembro de 2012

Uma pessoa preguiçosa e insegura é, simplesmente, uma pessoa com dois ótimos motivos para fazer nada.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Mind is nothin' but a bottomless, limitless pool.
Where one can drown itself-
With pleasure, or with pain.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Não havia uma chuva mais linda que aquela.

Naturalmente, estava habituado a chuvas. Mas uma como aquela carregava todo um significado especial para ele, o significado comumente dito por várias pessoas:

"Chuvas lavam a alma".

Extasiado, tal qual sua companheira e todas as demais testemunhas silenciosas, a chuva ia caindo, manchando sua tenra roupa branca como o luar, tal qual a roupa de todos os outros presentes, e cada gota que caia nos olhos dos expectadores causava uma levíssima pertubação que passava despercebida ao portador, hipnotizado pela beleza do desabe.

A cidade, fazendo seu papel de cidade, observava a chuva silenciosa e aquém à ela, pois como cidade nunca importava-se muito com os pequenos acontecimentos maravilhosos que ocorriam em seus limites, assim como qualquer outra cidade. Tais acontecimentos eram realmente notados e apreciados por humanos, animais, seres e avatares extra-planares. Mas não as cidades. Não as construções. Ignoravam as belezas pequenas, até as naturais, e serão destruídas por elas em pleno estado de total ignora.

De alma lavada, agarrou sutilmente um pedaço de sua indumentária para limpar sua companheira. A roupa ficou marcada com a cor de vermelho sangue, a mesma que escorria silenciosamente pela sua face. Embainhou sua espada, pegou seu celular do bolso e, pelo seus lábios, soltou um sussurro "... Com gosto", apertando o botão de enviar, e largando o celular a crueldade da gravidade. Saiu andando pelo mar de corpos degolados, cujas cabeças tinham olhos abertos em êxtase, terrificados pela presença amedrontadora de seu assassino.

Finalmente saindo da barreira que erguera no local, num movimento fez desaparecer a barreira que evocara, fazendo desaparecer juntamente todo o conteúdo não habitual que havia dentro dela - decoração, altar, bancos, cadáveres e o celular, cuja mensagem enviada apenas continha o texto "Trabalho concluído".

E, tão rápido quanto fez a barreira desfalecer, desapareceu.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

E foi ali que ele percebeu, após duas horas engolindo lágrimas a seco, a molhado e a atacado, que o melhor a fazer pra evitar o choro e o coro lamuriador era simplesmente fazer. Fazer, então, decidiu.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tá vendo aquele homem que segue ali, ó meu bem?
Ele segue só.
Acha que morrer só o torna mais forte por fora,
mais pedra por dentro.
Mal sabe ele, meu bem,
que morrer torna tudo mais divino
do que era antigamente.